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Fisioterapia pré-cirurgia de prótese do joelho: prehabilitação para recuperar mais depressa

  • Foto do escritor: Ricardo Vargues - Fisioterapeuta
    Ricardo Vargues - Fisioterapeuta
  • 8 de jun. de 2023
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 1 dia


Fisioterapia na prótese do joelho
Fisioterapia na dor do joelho.

Se vai avançar para uma prótese total do joelho (artroplastia), há algo que pode fazer antes da cirurgia que costuma mudar a recuperação: chegar ao bloco operatório mais forte, mais móvel e com um plano claro.

A isto chamamos prehabilitação — fisioterapia pré-operatória com foco em força, mobilidade, controlo da dor, confiança na marcha e preparação prática (incluindo a sua casa). A evidência sugere melhorias em dor/função e capacidade física, embora os resultados variem consoante o programa e o perfil de cada pessoa.

Já fez a cirurgia? Veja também: Fisioterapia na Prótese do Joelho.

O que é a prehabilitação antes da cirurgia de prótese do joelho?

A prehabilitação é um programa de fisioterapia pré-cirurgia de prótese do joelho que procura melhorar a sua condição física: mais força (sobretudo quadríceps e glúteos), melhorar a amplitude de movimento, melhorar a tolerância à marcha e mais autonomia para as primeiras semanas após a sua cirurgia.

Em termos práticos: não é “ginásio para sofrer” — é treino orientado, seguro e progressivo, ajustado à dor, à artrose e às suas limitações reais.


Benefícios da fisioterapia pré-cirurgia de prótese do joelho (o que pode mesmo melhorar)

Um programa bem feito, com boa adesão, tende a ajudar em:

  • Força e função antes da cirurgia (andar, levantar/sentar, escadas).

  • Melhor evolução nas primeiras semanas/meses de recuperação em muitos doentes.

  • Educação e expectativas mais realistas, reduzindo ansiedade e aumentando confiança no processo.

Mas, com honestidade clínica: há estudos em que programas multidisciplinares pré-operatórios não mostraram vantagem clara em certos desfechos (depende do desenho do programa, do perfil do(a) paciente, duração e contexto).

Quando faz sentido começar?

Idealmente, 4 a 8 semanas antes da cirurgia (ou assim que houver indicação para cirurgia e data provável). Mesmo com menos tempo, ainda dá para ganhar:

  • Melhor controlo da dor.

  • Rotinas de mobilidade.

  • Treino de marcha/escadas e ajudas técnicas (muletas, andarilho).

  • Preparação da casa (isto por si só reduz “stress” no pós-operatório).


Plano prático de fisioterapia pré-operatória (o que faço “na vida real”)

1) Avaliação e metas (realistas)

Na primeira sessão, o objetivo é medir e definir: dor, mobilidade, força, marcha, tolerância à carga, equilíbrio e tarefas que mais o limitam (ex.: escadas, entrar/sair do carro, levantar do sofá).


2) Força que protege o joelho (e acelera o pós-operatório)

O “núcleo duro” costuma incluir:

  • Quadríceps (extensão controlada, isométricos, sentar-levantar).

  • Glúteo médio e glúteo máximo (estabilidade pélvica).

  • Cadeia posterior (isquiotibiais/gémeos), conforme o caso.

O objetivo não é “ficar um(a) atleta” — é chegar ao dia da cirurgia com músculo “pronto a responder” e a trabalhar logo no pós-operatório.

3) Mobilidade do joelho (ganhar graus com critério)

Trabalhamos flexão/extensão dentro da sua tolerância, para:

  • Reduzir rigidez.

  • Facilitar a marcha.

  • Preparar o joelho para o pós-operatório (em que a mobilidade vai ser trabalhada diariamente).


4) Condição física e tolerância à caminhada

Quando possível, integramos cardio de baixo impacto (ex.: bicicleta estática, caminhada doseada). Melhor “motor” ajuda na fadiga e autonomia.


5) Treino funcional (o que vai necessitar em casa)

  • Levantar/sentar de cadeiras reais (a sua cadeira).

  • Cama/sofá.

  • Escadas do prédio.

  • Treino com canadianas/andarilho (se previsto), para chegar ao pós-operatório sem ter que “aprender do zero”.


6) Educação e plano de recuperação

A preparação moderna valoriza:

  • Saber o que é “normal” vs “alerta”.

  • Como dosear o esforço.

  • Como gerir o inchaço e a rigidez com estratégias simples.

  • E o que fazer para manter consistência (sem promessas mágicas).


Preparar a sua casa (um detalhe bastante vantajoso)

Uma parte subestimada da prehabilitação é reduzir fricção no pós-operatório:

  • Retirar tapetes soltos e obstáculos.

  • Garantir percurso livre até WC/quarto.

  • Cadeira estável com uma altura adequada.

  • Pensar em apoios para o banho (conforme necessidade).

  • Organizar “zona de exercícios” simples.


Se está em Lisboa (e arredores), consigo fazer consigo um plano de prehabilitação ao domicílio com três pilares:

  1. Plano claro e progressivo, com objetivos mensuráveis (menos dor, mais função).

  2. Sessões adaptadas à sua casa (escadas, cadeira, cama, rotina) — reduzem barreiras e melhoram consistência.

  3. Coordenação com o seu contexto clínico (respeitando indicação médica e limitações).

👉 Se quiser, agendamos uma avaliação e eu digo-lhe, com base no seu caso, o que vale mais a pena treinar já (e o que é perda de tempo).



Conclusão

A prótese do joelho pode devolver qualidade de vida — mas a recuperação fica muito mais “amiga” quando chega à cirurgia com força, mobilidade, confiança e um plano. A fisioterapia pré-operatória (prehabilitação) não promete milagres: promete preparação inteligente, consistência e melhores probabilidades de um pós-operatório mais fluido.

Agende a sua avaliação e vamos começar a trabalhar já — no conforto da sua casa.




Perguntas frequentes (FAQ)

O que é prehabilitação antes da prótese do joelho?

É fisioterapia antes da cirurgia para melhorar força, mobilidade, marcha e preparação prática para o pós-operatório.


Quando devo começar a fisioterapia pré-operatória?

Idealmente 4–8 semanas antes, mas mesmo com menos tempo é possível ganhar controlo da dor, rotina de mobilidade e preparar a casa.


Quantas sessões são necessárias?

Depende do ponto de partida e do tempo até à cirurgia. O mais importante é ter um plano simples, progressivo e que consiga cumprir.


A prehabilitação garante uma recuperação mais rápida?

Melhora probabilidades (força/função e arranque), mas não é garantia — os resultados variam e há estudos com efeitos neutros em alguns desfechos.


Posso fazer prehabilitação ao domicílio em Lisboa?

Sim. Ao domicílio conseguimos treinar no seu contexto real (escadas, cadeira, cama) e reduzir barreiras à consistência.



Ricardo Vargues | Fisioterapeuta




Referências

  1. Systematic review & meta-analysis (TKA): JOSPT (2022).

  2. Systematic review (TKA/THA): Adebero et al., 2024 (PubMed).

  3. Randomized clinical trial: Nguyen et al., JAMA Network Open (2022).

  4. ERAS® Society consensus (hip & knee replacement): Wainwright et al., 2020.

  5. Systematic review & meta-analysis (preop exercise/education): Moyer et al., 2017 (PubMed).



1 comentário

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09 de jun. de 2023
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fisiotera molto competente e disponibile. Grazie

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Fisioterapeuta ricardo vargues

Sou fisioterapeuta (Cédula Profissional da Ordem dos Fisioterapeutas) e acompanho pessoas ao domicílio em Lisboa, com foco em idosos, desportistas e lesões músculo-esqueléticas.

O objetivo é simples: menos dor, mais função e resultados mensuráveis, com um plano claro e acompanhamento próximo — no conforto da sua casa, sem deslocações nem esperas.

Quer começar a recuperar com consistência? 

Agende agora a sua avaliação ao domicílio e dê o primeiro passo para voltar a mexer-se com confiança.

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